Precisa de ajuda? Fale agora com a Agiplan!
Ligamos para você

Assessoria de Imprensa

29 Jun 2015

Agiplan mira expansão em consórcio

Jornal do Comércio RS - 29 de Junho de 2015

 

A financeira Agiplan acaba de incorporar as operações da Via Certa Consórcios. A aquisição concretizada em setembro de 2014, recebeu a autorização do Banco Central apenas no mês passado e já nasce com uma carteira ativa de 100 mil clientes e R$ 300 milhões em valor de aquisições de bens, concentrados principalmente no segmento de móveis e eletrodomésticos. Isso ocorre, porque a administradora de consórcios – agora 100% controlada pela Agiplan – é uma das operações remanescentes das lojas Quero-Quero, após a compra da rede varejista pelo fundo norte-americano Advent.

 

O fato sustenta o desempenho inicial da nova área de consórcios da Agiplan. No entanto, de agora em diante, a estratégia é mais agressiva. Contempla uma expansão de até 20% ainda em 2015 para os consórcios, podendo chegar a 40% em 2016. E, desta vez, segundo o diretor da instituição financeira, Marciano Testa, o crescimento depende da abertura de mercados ainda inexistes dentro do portfólio de produtos, caso de veículos e imóveis.

 

Depois de concluído o processo de reestruturação da gestão, a tendência é que a Agiplan, empresa especializada em empréstimo pessoal, cartão de crédito, crédito consignado, seguros e investimentos, possa também contornar com maior eficácia os momentos de retração econômica. Para isso, a financeira pretende contar com o reforço das operações de consórcio, em cenário marcado pela elevação do juro que restringe a expansão das carteiras de crédito.

 

Jornal do Comércio - A Via Certa Administradora nasceu no guarda-chuva de operações da Quero-Quero, mas não foi incorporada pelo fundo Advent (que adquiriu o controle da rede). Como a Agiplan entrou na negociação?

 

Marciano Testa – Sim, era uma administradora da Quero-Quero, mas quando a rede foi vendida ao fundo Advent, nós acabamos ficando com a administradora de consórcios. No entanto, a Via Certa continua ativa como um dos canais de venda da rede varejista. Atualmente, a carteira chega a R$ 300 milhões em valores de aquisições de bens e cerca de 100 mil clientes. A nossa ideia é incrementar essa carteira, justamente, com a manutenção da parceria com a Quero-Quero e com a distribuição de produtos nos nossos canais de vendas e em outras parcerias nos mesmos moldes da já existente.

 

JC – Este cenário de retração, marcado também pela elevação dos juros, pode ajudar a expansão dos consórcios, mas frear a carteira de crédito da Agiplan, que atingiu R$ 221,5 milhões em 2014 (aumento de quase 60% sobre 2013)?

Testa – Exatamente. Isso, porque a expansão da carteira crédito em 2015 deverá ser mais comedida. Projetamos um crescimento não muito maior do que 15% para a carteira de crédito. Por outro lado, o consórcio traz oportunidades para continuar avançando e oferecendo possibilidades de aquisição nessa modalidade. Com a elevação do juro, o cliente passa a perceber o consórcio como uma alternativa, não só de dívida, mas de investimento. Isso ocorre, porque sobre as operações de consórcio não incidem os juros da Selic, mas apenas uma taxa de administração. Por outro lado, isso complementará a nossa receita de serviços, o que é algo desejável, pois inibe uma parcela dos riscos de crédito.

 

JC – Qual é a representatividade atual deste segmento dentro das operações de crédito da Agiplan e o potencial de crescimento?

Testa – Dentro da nossa receita total, que deve chegar a R$ 500 milhões em 2015 (previsão), cerca de 25% é serviços e 75%, operações de crédito. A meta é que os serviços passem a representar 30% do montante no próximo ano, a partir desta aquisição.

 

JC – Além dos consórcios, há um outro foco para ampliar as receitas em uma ano de retração?

Testa – Sim, nós estamos expandindo a nossa rede própria. Já contamos com 154 lojas próprias e devemos chegar às 200 unidades próprias. Focamos mais na região Sul e Sudeste, mas já estamos presentes em todos os estados do País. Por isso, a nossa estratégia também e incrementar a operação de seguros, que é algo que vem, cada vez mais, se tornado relevante dentro da nossa operação. A ideia é que no próximo ano, as receitas de serviços cheguem a 30%, mantendo essa proporcionalidade. Acreditamos que esse é um momento pontual e passageiro. Por isso, mantivemos os investimentos. Além da aquisição, construímos uma nova sede no bairro Moinhos de Vento e centralizamos a nossa administração. Planejamos chegar a 800 lojas em 2018

 

JC – Se por um lado os juros estão em alta, o que favoreceria o segmento agora?

Testa – Sempre que há esse cenário de retração de crédito, as casas bancárias, que concentravam a maior parte desta oferta de linhas para veículos, também tendem a frear suas operações. Neste ambiente, os consórcios são uma forma de suprir essa falta de crédito. Inclusive, as montadoras têm dado um foco maior aos consórcios. E como existe uma alternância de momentos de retração e maior oferta, as operações de consórcio podem auxiliar a suprir a falta de crédito no mercado. Por isso, teremos três modalidades. Uma linha para eletrodomésticos e móveis, uma segunda opção para os automóveis, que também engloba as motocicletas. E uma terceira, em que o foco será nos imóveis. Até o final do ano, a meta é crescer a carteira dos consórcios em até 20% e em 2016, em 40%.

Voltar